quarta-feira, 22 de abril de 2009
Wikiducação
Como sugerido pela professora, estou postando o vídeo junto com os sites sobre o projeto / instituição (vá entender) porque ela disse que pode virar tema de discussão em sala de aula. Aí vão:
- http://www.educartis.com.br/
- http://wiki.educartis.com/
- http://www.educartis.com.br/
- http://wiki.educartis.com/
Professor sem preparo trava uso de computador em escola
ELVIRA LOBATO
ANTÔNIO GOIS
da Folha de S.Paulo, no Rio
A implantação de laboratórios de informática em todas as escolas públicas do país até o fim de 2010, prometida pelo governo Lula, esbarra no despreparo dos professores para usar o computador e na falta de manutenção dos equipamentos e das instalações, responsabilidade de Estados e municípios.
É o caso de Almenara (MG), onde os 15 computadores da escola estadual Angelina Nascimento são usados apenas por cerca de 15 horas ao mês. Motivo: os professores temem quebrar as máquinas.
Desde 1997, o ProInfo (programa de informatização das escolas, do Ministério da Educação) já investiu R$ 726 milhões. Os gastos crescem anualmente. Só no ano passado, eles chegaram a R$ 317 milhões (1% do orçamento do MEC).
O percentual de escolas públicas com laboratório de informática também cresceu. De 1999 a 2006, passou de 46% para 63% no ensino médio e de 8% para 19% no fundamental.
A falta de qualificação dos professores, porém, coloca em risco o investimento feito, diz Flávio de Araújo Barbosa, presidente para a Região Nordeste da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.
Em São Gonçalo do Amarante (CE), onde Barbosa é secretário de Educação, só 3 dos 479 professores da rede municipal receberam treinamento. Segundo ele, a situação é mais grave no Norte e no Nordeste.
Por duas semanas, a Folha entrevistou diretores de escolas em nove Estados para avaliar a utilização dos laboratórios. A maioria das escolas relata subutilização de equipamentos, seja por falta de conhecimento técnico do professor para orientar alunos, seja porque as máquinas estão danificadas ou são insuficientes. Até professores com pós-graduação se dizem despreparados para usar a informática no ensino.
Grande parte dos professores não tem computador em casa, o que os distancia ainda mais da tecnologia. Essa pouca familiaridade com o computador é relatada por Maria Aparecida Silvestre, diretora da escola estadual Maria Socorro Aragão, de Monteiro (PB).
Sua escola recebeu do governo federal um laboratório com 20 computadores no ano passado, mas eles estão sem uso porque não chegou a antena para a conexão à internet.
"Várias escolas têm computadores novinhos e praticamente sem uso porque os professores não sabem usá-los como ferramentas de ensino. Sou professora, com pós-graduação em língua portuguesa, e enfrento essa dificuldade. O pouco que sei, aprendi de curiosa, de ficar mexendo na internet", diz Dilma Santos, presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação da região de Almenara (MG).
A segunda causa da baixa utilização é a falta de manutenção das máquinas ou de adaptação dos imóveis para abrigar os equipamentos. Até escolas feitas para servirem de modelo sofrem com o problema.
Em Irecê, no sertão baiano, o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, com 1.400 alunos, recebeu 21 computadores em 1999. A diretora, Gilma Flávia, afirma que os professores fizeram capacitação, mas isso pouco adiantou porque "os computadores viraram dinossauros". O laboratório está fechado desde o final do ano passado.
Em Dias D'Avila, município a 50 km de Salvador, o laboratório da escola estadual Edilson Souto Freire está fechado porque a rede elétrica não suportaria o uso. "De 2007 para cá, não fez diferença ter ou não o laboratório, porque ele fica permanentemente fechado", afirma o vice-diretor Dênis Barros.
A manutenção é falha também nas regiões ricas, como em Valinhos (SP), onde os 15 computadores da escola municipal Franco Montoro --doados por uma multinacional-- estão quebrados. O secretário de Educação, Zeno Ruedel, admite que a manutenção não chega com a velocidade necessária, e que os cursos para capacitação dos professores existem "em grau muito pequeno".
ANTÔNIO GOIS
da Folha de S.Paulo, no Rio
A implantação de laboratórios de informática em todas as escolas públicas do país até o fim de 2010, prometida pelo governo Lula, esbarra no despreparo dos professores para usar o computador e na falta de manutenção dos equipamentos e das instalações, responsabilidade de Estados e municípios.
É o caso de Almenara (MG), onde os 15 computadores da escola estadual Angelina Nascimento são usados apenas por cerca de 15 horas ao mês. Motivo: os professores temem quebrar as máquinas.
Desde 1997, o ProInfo (programa de informatização das escolas, do Ministério da Educação) já investiu R$ 726 milhões. Os gastos crescem anualmente. Só no ano passado, eles chegaram a R$ 317 milhões (1% do orçamento do MEC).
O percentual de escolas públicas com laboratório de informática também cresceu. De 1999 a 2006, passou de 46% para 63% no ensino médio e de 8% para 19% no fundamental.
A falta de qualificação dos professores, porém, coloca em risco o investimento feito, diz Flávio de Araújo Barbosa, presidente para a Região Nordeste da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.
Em São Gonçalo do Amarante (CE), onde Barbosa é secretário de Educação, só 3 dos 479 professores da rede municipal receberam treinamento. Segundo ele, a situação é mais grave no Norte e no Nordeste.
Por duas semanas, a Folha entrevistou diretores de escolas em nove Estados para avaliar a utilização dos laboratórios. A maioria das escolas relata subutilização de equipamentos, seja por falta de conhecimento técnico do professor para orientar alunos, seja porque as máquinas estão danificadas ou são insuficientes. Até professores com pós-graduação se dizem despreparados para usar a informática no ensino.
Grande parte dos professores não tem computador em casa, o que os distancia ainda mais da tecnologia. Essa pouca familiaridade com o computador é relatada por Maria Aparecida Silvestre, diretora da escola estadual Maria Socorro Aragão, de Monteiro (PB).
Sua escola recebeu do governo federal um laboratório com 20 computadores no ano passado, mas eles estão sem uso porque não chegou a antena para a conexão à internet.
"Várias escolas têm computadores novinhos e praticamente sem uso porque os professores não sabem usá-los como ferramentas de ensino. Sou professora, com pós-graduação em língua portuguesa, e enfrento essa dificuldade. O pouco que sei, aprendi de curiosa, de ficar mexendo na internet", diz Dilma Santos, presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação da região de Almenara (MG).
A segunda causa da baixa utilização é a falta de manutenção das máquinas ou de adaptação dos imóveis para abrigar os equipamentos. Até escolas feitas para servirem de modelo sofrem com o problema.
Em Irecê, no sertão baiano, o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, com 1.400 alunos, recebeu 21 computadores em 1999. A diretora, Gilma Flávia, afirma que os professores fizeram capacitação, mas isso pouco adiantou porque "os computadores viraram dinossauros". O laboratório está fechado desde o final do ano passado.
Em Dias D'Avila, município a 50 km de Salvador, o laboratório da escola estadual Edilson Souto Freire está fechado porque a rede elétrica não suportaria o uso. "De 2007 para cá, não fez diferença ter ou não o laboratório, porque ele fica permanentemente fechado", afirma o vice-diretor Dênis Barros.
A manutenção é falha também nas regiões ricas, como em Valinhos (SP), onde os 15 computadores da escola municipal Franco Montoro --doados por uma multinacional-- estão quebrados. O secretário de Educação, Zeno Ruedel, admite que a manutenção não chega com a velocidade necessária, e que os cursos para capacitação dos professores existem "em grau muito pequeno".
segunda-feira, 13 de abril de 2009
O que caracteriza o tempo em que vivemos?
No encontro da semana passada, conversamos um pouco sobre o momento em que estamos vivendo e que recebe denominações diversas: "Sociedade da informação", "Sociedade do conhecimento", "Sociedade de rede", "Sociedade midiatizada", "Era do acesso", etc. Listamos, coletivamente, algumas características relacionadas a comunicação, conhecimento e juventude, que, na opinião da turma, fazem parte do tempo presente:
- Acesso (desigual) a muitas informações, de forma não-sistematizada. A quantidade de informações em circulação pode, por um lado, conduzir a um conhecimento superficial, mas, por outro, abre a possibilidade para a construção de conhecimento aprofundado sobre as questões, dependendo das ferramentas disponíveis e das competências dos sujeitos envolvidos.
- Comunicação instantânea entre pessoas de todo o mundo.
- Facilidade para a construção colaborativa de conhecimento.
- "Mito" da interatividade.
- Facilidade para a troca de bens culturais, produzidos por "profissionais" e "amadores".
- Convergência de mídias.
- Pouca participação política.
- Desilusão com a política partidária.
- Novas e fragmentadas formas de participação na esfera pública.
- Informalidade e precarização do mercado de trabalho.
- Grande preocupação dos jovens com emprego.
Diante deste quadro, questionamos: qual o papel da educação (da escola fundamental e das universidades) nos dias de hoje?
Este tópico será discutido no encontro da próxima terça, 14/04. Até lá!
- Acesso (desigual) a muitas informações, de forma não-sistematizada. A quantidade de informações em circulação pode, por um lado, conduzir a um conhecimento superficial, mas, por outro, abre a possibilidade para a construção de conhecimento aprofundado sobre as questões, dependendo das ferramentas disponíveis e das competências dos sujeitos envolvidos.
- Comunicação instantânea entre pessoas de todo o mundo.
- Facilidade para a construção colaborativa de conhecimento.
- "Mito" da interatividade.
- Facilidade para a troca de bens culturais, produzidos por "profissionais" e "amadores".
- Convergência de mídias.
- Pouca participação política.
- Desilusão com a política partidária.
- Novas e fragmentadas formas de participação na esfera pública.
- Informalidade e precarização do mercado de trabalho.
- Grande preocupação dos jovens com emprego.
Diante deste quadro, questionamos: qual o papel da educação (da escola fundamental e das universidades) nos dias de hoje?
Este tópico será discutido no encontro da próxima terça, 14/04. Até lá!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Parabéns, calouros de 2007
Mais de 1,5 milhão de jovens brasileiros começam neste mês a derradeira etapa de sua educação. Meus parabéns! O grande problema que vocês vão enfrentar é que o conhecimento humano está dobrando a cada nove meses. Seguindo esse raciocínio, dois anos depois de formados, entre 60% e 80% de tudo o que vocês aprenderam estará obsoleto, dependendo da profissão. Isso se seus professores ensinarem o que há de mais novo em sua especialidade, o que nem sempre acontecerá.
Vocês provavelmente encontrarão três tipos de professor. Os ultraconservadores, que ainda ensinam "conhecimentos" de 1880. Na realidade, dogmas de um mundo que não existe mais. Percebam como vocês encontrarão muito poucos professores que se definem como neoliberais, neomarxistas, neofreudianos ou neo alguma coisa. Neo significa novo. No fundo, não são progressistas como dizem, mas ultraconservadores. Acham que o mundo não mudou ou então pararam no tempo, como todo conservador.
Outro grupo de professores é o dos enganadores, aqueles que não se atualizam e dão aulas mesmo assim. Não se reciclam há anos, ensinam o que era novo dez anos atrás. Ou, pior, ensinam as mesmas coisas que eles próprios aprenderam quando estudavam. Se tiverem sorte, vocês também encontrarão um pequeno grupo de professores criativos e visionários, que criam e mostram como será o mundo de amanhã. São eles que vão inspirá-los a tentar fazer o que ninguém fez antes, são eles também que inspiraram quase todos os jovens que inventaram esses sites na internet.
O que muitos de seus professores ainda não perceberam é que o conceito de conhecimento humano mudou. Não existe mais o conhecimento perene, guardado a sete chaves, restrito às "lides acadêmicas". As universidades não são mais as "casas do saber", as "catedrais do conhecimento", como muitas se autodefinem. Hoje, o conhecimento humano é de curta duração, poderíamos até dizer descartável, usado duas ou três vezes e jogado fora, quando não faz mais sentido guardá-lo. Isso os obrigará a repensar e a gerar novo conhecimento, porque provavelmente o futuro precisará de soluções nunca vistas.
Estou exagerando um pouco para que vocês entendam aonde quero chegar. O importante é vocês aprenderem a criar conhecimento, e não somente a usar o conhecimento do passado. Eu utilizo o termo administrativo "conhecimento just in time". Vocês terão muitos problemas a resolver, e terão de saber como analisá-los, gerando uma solução ou "conhecimento" apropriado, que não necessariamente servirá para o resto da vida. Daqui a alguns anos, a situação será outra, requerendo nova análise e solução.
Que algumas coisas são perenes, como 2 + 2 = 4 e muitas leis da física, não há a menor dúvida. Mas o que estou sugerindo é que vocês tomem o cuidado de sempre questionar seus professores, para se certificar de que o conhecimento do passado será de fato útil no futuro. Max Weber, Keynes e Freud escreveriam a mesma coisa se estivessem vivos hoje? É isso que vocês precisam descobrir. Até pode ser que sim, mas é melhor desconfiar sempre.
O que eu peço a vocês, calouros de 2007, é que se concentrem em como gerar conhecimento. Como observar, como identificar variáveis relevantes, os personagens vitais do problema e os interesses. Como analisar alternativas e tomar decisões. Usei muito pouco das teorias que me ensinaram na faculdade. Meu sucesso profissional foi devido muito mais ao conhecimento que eu próprio gerei, que eu mesmo criei, do que às teorias e técnicas que mal me ensinaram.
A "faculdade" que vocês precisam adquirir é a da criação, da criatividade, da geração de conhecimento, e não a da erudição, do academicismo ou a da decoreba que se alastra pelo país.
Infelizmente, vocês terão de agradar aos dois primeiros tipos de professor repetindo o passado que eles querem ouvir, senão não serão aprovados. Mas aproveitem os próximos quatro ou cinco anos procurando e prestigiando os professores criativos, aqueles que de fato pesquisam o futuro e não somente o passado, e juntos criem o conhecimento para resolver os problemas atuais do Brasil, e mandem-nos para mim ou coloquem na internet.
Saibam distinguir quem é quem, e boa sorte!
---
- texto de Stephen Kanitz, formado pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)
Revista Veja, Editora Abril, edição 1996, ano 40, nº 7, 21 de fevereiro de 2007 página 18
Vocês provavelmente encontrarão três tipos de professor. Os ultraconservadores, que ainda ensinam "conhecimentos" de 1880. Na realidade, dogmas de um mundo que não existe mais. Percebam como vocês encontrarão muito poucos professores que se definem como neoliberais, neomarxistas, neofreudianos ou neo alguma coisa. Neo significa novo. No fundo, não são progressistas como dizem, mas ultraconservadores. Acham que o mundo não mudou ou então pararam no tempo, como todo conservador.
Outro grupo de professores é o dos enganadores, aqueles que não se atualizam e dão aulas mesmo assim. Não se reciclam há anos, ensinam o que era novo dez anos atrás. Ou, pior, ensinam as mesmas coisas que eles próprios aprenderam quando estudavam. Se tiverem sorte, vocês também encontrarão um pequeno grupo de professores criativos e visionários, que criam e mostram como será o mundo de amanhã. São eles que vão inspirá-los a tentar fazer o que ninguém fez antes, são eles também que inspiraram quase todos os jovens que inventaram esses sites na internet.
O que muitos de seus professores ainda não perceberam é que o conceito de conhecimento humano mudou. Não existe mais o conhecimento perene, guardado a sete chaves, restrito às "lides acadêmicas". As universidades não são mais as "casas do saber", as "catedrais do conhecimento", como muitas se autodefinem. Hoje, o conhecimento humano é de curta duração, poderíamos até dizer descartável, usado duas ou três vezes e jogado fora, quando não faz mais sentido guardá-lo. Isso os obrigará a repensar e a gerar novo conhecimento, porque provavelmente o futuro precisará de soluções nunca vistas.
Estou exagerando um pouco para que vocês entendam aonde quero chegar. O importante é vocês aprenderem a criar conhecimento, e não somente a usar o conhecimento do passado. Eu utilizo o termo administrativo "conhecimento just in time". Vocês terão muitos problemas a resolver, e terão de saber como analisá-los, gerando uma solução ou "conhecimento" apropriado, que não necessariamente servirá para o resto da vida. Daqui a alguns anos, a situação será outra, requerendo nova análise e solução.
Que algumas coisas são perenes, como 2 + 2 = 4 e muitas leis da física, não há a menor dúvida. Mas o que estou sugerindo é que vocês tomem o cuidado de sempre questionar seus professores, para se certificar de que o conhecimento do passado será de fato útil no futuro. Max Weber, Keynes e Freud escreveriam a mesma coisa se estivessem vivos hoje? É isso que vocês precisam descobrir. Até pode ser que sim, mas é melhor desconfiar sempre.
O que eu peço a vocês, calouros de 2007, é que se concentrem em como gerar conhecimento. Como observar, como identificar variáveis relevantes, os personagens vitais do problema e os interesses. Como analisar alternativas e tomar decisões. Usei muito pouco das teorias que me ensinaram na faculdade. Meu sucesso profissional foi devido muito mais ao conhecimento que eu próprio gerei, que eu mesmo criei, do que às teorias e técnicas que mal me ensinaram.
A "faculdade" que vocês precisam adquirir é a da criação, da criatividade, da geração de conhecimento, e não a da erudição, do academicismo ou a da decoreba que se alastra pelo país.
Infelizmente, vocês terão de agradar aos dois primeiros tipos de professor repetindo o passado que eles querem ouvir, senão não serão aprovados. Mas aproveitem os próximos quatro ou cinco anos procurando e prestigiando os professores criativos, aqueles que de fato pesquisam o futuro e não somente o passado, e juntos criem o conhecimento para resolver os problemas atuais do Brasil, e mandem-nos para mim ou coloquem na internet.
Saibam distinguir quem é quem, e boa sorte!
---
- texto de Stephen Kanitz, formado pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)
Revista Veja, Editora Abril, edição 1996, ano 40, nº 7, 21 de fevereiro de 2007 página 18
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Educação + Comunicação
Em nosso terceiro encontro, construímos juntos um quadro com as vantagens e desvantagens (ou problemas) da utilização da comunicação nos processos educativos. A participação dos alunos foi intensa. O quatro ficou dividido em três categorias:
1) Comunicação como produto - Educação com os meios: prevê o uso da comunicação como ferramenta didática, auxiliar ao conteúdo da disciplina, tirando o maior proveito de cada linguagem, agregando prazer e dinamismo à aprendizagem, e familiarizando os jovens com a cultura midiática.
2) Comunicação como produto - Educação para os meios: levar para a sala de aula a análise dos processos de comunicação e a reflexão sobre os conteúdos da mídia, formando leitores, espectadores e internautas mais críticos.
3) Comunicação como processo - Educação pelos meios: implica na produção de mídia com ou pelos alunos, num processo colaborativo, valorizando o protagonismo do jovem na construção do conhecimento e sua participação social, a serviço de qualquer projeto de trabalho e de qualquer tipo de conteúdo.
Comunicação como produto | Educação com os meios | |
Vantagens - prender a atenção dos alunos - estimular debates - trazer para a sala de aula temas/abordagens que não estão nos livros didáticos - atrair os alunos por suas habilidades específicas (musical, audiovisual, auditiva, etc.) - promover a transversalidade | Problemas - dispersar a atenção dos alunos - subutilizar ou utilizar de forma instrumental a comunicação - estimular pouco a visão crítica dos alunos sobre a mídia - dificuldade de separar educação de entretenimento (ausência de uma finalidade educativa)* | |
Educação para os meios | ||
Vantagens - desenvolver a capacidade de crítica (conteúdo e linguagem) - desenvolver autonomia - atrair os alunos por suas habilidades específicas (musical, audiovisual, auditiva, etc.) - promover a transversalidade - promover a interdisciplinaridade - desenvolver a capacidade de expressão e de argumentação | Problemas - confundir análise crítica com doutrinação ideológica - falta de preparação dos professores para esta tarefa | |
Comunicação como processo | Educação pelos meios | |
Vantagens - prender a atenção dos alunos - estimular debates - trazer para a sala de aula temas/abordagens que não estão nos livros didáticos - atrair os alunos por suas habilidades específicas (musical, audiovisual, auditiva, etc.) - promover a transversalidade - promover a interdisciplinaridade - desenvolver a capacidade de crítica (conteúdo e linguagem) - desenvolver autonomia - produzir abordagens alternativas aos assuntos que circulam na mídia - desenvolver a auto-estima - colocar o aluno como ator/sujeito da educação - desmistificar a produção de mídia - possibilitar mudanças nas relações de poder na escola (professor/aluno, aluno/direção, professor/direção, etc.) - desenvolver uma série de competências (leitura e escrita, expressão artística, expressão oral, capacidade de argumentação, habilidades técnicas, responsabilidade, compromisso, trabalho em grupo, etc.) | Problemas - falta de preparação dos professores - falta de equipamentos - necessidade de reformulação ou flexibilização do currículo |
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Educação x Comunicação
Em nosso segundo encontro em sala de aula, fizemos uma atividade que tinha como objetivo levantar que idéias ou conceitos surgiam na cabeça dos estudantes quando pensavam em "comunicação" e quando pensavam em "educação". Depois que cada um tinha escrito sua palavra, tentamos agrupá-las, com base nos sentidos que cada aluno atribui ao termo escolhido. Na área da comunicação, pareceu-nos que as opiniões ficaram equilibradas. No campo da educação, no entanto, pareceu-nos que a escola saiu perdendo e que a concepção (uma realidade?) da escola funcionalista prevalece: a escola transmite e o aluno recebe. Foi o segundo papo que tivemos -o primeiro girou em torno das perguntas: por que fazer uma disciplina chamada "Mídia e Educação"? Qual a finalidade de se utilizar a comunicação na escola? - e serve como base para muitos outros diálogos que teremos em sala de aula.
COMUNICAÇÃO | EDUCAÇÃO |
centralidade no emissor transmissão informação doutrina manipulação convencimento | centralidade no professor/na escola doutrina disciplina adestramento respeito instrução conhecimento (2 vezes) |
centralidade no receptor acessibilidade informação (2 vezes) cultura conhecimento | centralidade no aluno consciência saber |
centralidade na mensagem representação | crença no papel da escola futuro liberdade |
centralidade no meio televisão adaptação (a novos meios) | descrença no papel da escola divisor (social) idealismo (ingênuo) família (como o espaço de educação) |
relação fala conversação interação pessoas | relação comunicação |
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